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Informativo do SIMAGRAN/BA
Ano 1- Nº 01
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Ping-Pong com Marcos Tourinho
Promo vai manter programa de
apoio ao setor
Este ano foi de vitórias
para o setor de mármores e granitos, com a consolidação
das relações com os principais órgãos
do governo estadual e entidades empresariais, através
de uma atuação precisa do Simagran. Dentre as
parcerias mais efetivas, destaque para a estabelecida com
o Promo. Nesta entrevista, o superintendente geral, Marcos
Tourinho faz um balanço das ações conjuntas
realizadas em 2000 e anuncia que o órgão vai
continuar fomentando a participação de missões
empresariais nas principais feiras internacionais no próximo
ano. Ele também declarou apoio à realização
do I Salão Internacional das Rochas Ornamentais do
Nordeste em 2001, em Salvador. Sobre o Simagran, Tourinho
não teve dúvida de considerar o sindicato de
" fundamental importância neste processo, uma vez
que constitui-se no nosso interlocutor principal no estabelecimento
das prioridades do setor e dos empresários".
Bahia
Rochas - Qual o papel do PROMO enquanto entidade promotora
das exportações da Indústria Baiana?
Marcos Tourinho - Considerando-se
que a missão do PROMO é fomentar o desenvolvimento
e os negócios do Estado da Bahia na área internacional,
as ações voltadas à atração
de investimentos, sejam diretos ou através de cooperação
empresarial, e ao apoio ao comércio exterior compõem
uma estratégica mais abrangente, estruturante e orgânica
que é a implementar iniciativas articulando todos os
esforços disponíveis, com vistas a promover
a internacionalização da economia baiana, especialmente
as empresas de pequeno porte, densificação das
cadeias produtivas e do nível competitivo do Estado.
BR -
Nesse contexto, qual a posição do PROMO
em relação ao setor de Rochas Ornamentais?
MT -
No âmbito da nossa estratégia de internacionalizar
a economia, projetos setoriais foram concebidos e estão
sendo desenvolvidos, a exemplo do Programa de Internacionalização
de Empresas de Artefatos Minerais, integrando empresas
produtoras de manufaturados de rochas ornamentais e pedras
preciosas e semipreciosas, ou seja, buscando estabelecer uma
política de apoio e metas para a indústria do
setor mineral com uma visão de cadeia produtiva. Nesse
sentido, o Programa envolveu o diagnóstico empresarial,
realizado em parceria com o SEBRAE/Ba, cujo resultado subsidia
um plano de ação voltado à preparação
das empresas para atender aos requisitos de competitividade
impostos pelos mercados. Isto implica na capacitação
e organização empresarial para a adoção
das chamadas práticas de "inteligência comercial",
tais como a constituição de grupos para a comercialização,
análise e seleção de mercados potenciais,
adequação e desenvolvimento de produto de acordo
com as exigências de qualidade, funcionalidade, design,
preço etc., ações de promoção
comercial, dentre outras. Em suma, densificar as cadeias produtivas
do setor mineral, agregando valor à riqueza e variedade
de matéria prima existente no Estado. Além disso,
poder resgatar a produção do chamado "artesanato
mineral" junto às comunidades como importante
fonte de geração de renda e disseminação
dos ícones culturais e artísticos da Bahia no
cenário internacional.
BR -
Como o senhor vê o papel do SIMAGRAN enquanto entidade
representativa deste importante segmento empresarial?
MT -
O SIMAGRAN tem sido de fundamental importância neste
processo, uma vez que constitui-se no nosso interlocutor principal
no estabelecimento das prioridades do setor e dos empresários.
Poder contar com uma liderança atuante e que seja efetivamente
porta-voz dos anseios da comunidade empresarial, otimiza os
nossos recursos e facilita o nosso trabalho, consequentemente
os resultados chegam mais rápida e eficazmente. É
inegavelmente mais fácil e produtivo ajudar a quem
sabe o que quer e fala a mesma linguagem.
BR -
Quais os resultados das missões empresariais obtidos
nas feiras internacionais de Carrara e Verona através
dos convênios firmados com o PROMO?
MT -
Existem dois tipos de resultado aos quais podemos nos referir:
os qualitativos e os quantitativos, estes certamente mais
"visados" que os primeiros. Além da integração
antes referida entre os empresários, instituições
e Governo em busca de objetivos comuns, alguns dos resultados
qualitativos podem ser citados:
1) A consolidação
da Bahia como um pólo importante de produção
do setor mineral diante da cadeia intermediária dos
mercados consumidores, que desconheciam-nos como tal, em função
da histórica intermediação de outros
estados e países, tais como Rio de Janeiro, São
Paulo, Espírito Santo e Itália, por exemplo.
2) A integração
dos empresários, nucleados pelo SIMAGRAN em ambas as
iniciativas, possibilitando o fortalecimento de uma mentalidade
associativa voltada para a união de forças e
definição de estratégia comum para o
setor.
3) A mobilização
do setor, das instituições e do Governo em torno
de questões importantes e impeditivas para o desenvolvimento
tecnológico e maior agregação de valor
dos produtos da Bahia perante estruturas do Governo Federal,
a exemplo das barreiras tarifárias protecionistas impostas
aos equipamentos destinados ao beneficiamento de rochas, muito
superiores àqueles de fabricação brasileira,
os quais não são capazes de atender às
necessidades das nossas empresas na melhoria da qualidade
dos produtos e alcance dos mercados.
4) A divulgação
dos incentivos e apoio que oferece o Governo do Estado, da
abundância e variedade de matéria-prima de alta
qualidade e da infra-estrutura disponível para acolher
os novos investimentos, dentre outros aspectos, realizada
durante os eventos que ocorreram no âmbito destas iniciativas,
possibilitando o conhecimento e suscitando o interesse daqueles
que detêm tecnologia e capital para investirem na Bahia,
diretamente ou através do estabelecimento de parcerias
com empresários locais.
No que se refere aos resultados
quantitativos, de acordo com os dados que constam dos relatórios
que nos foram apresentados pelo SIMAGRAN como fruto do trabalho
conjunto na promoção dos produtos da Bahia,
especialmente os de maior valor agregado montam a ordem de
aproximadamente US$ 4 milhões.
JS -
Diante desses resultados, quais os entendimentos estão
sendo implementados para novas missões internacionais
em 2001 ?
MT -
A nossa maior preocupação, como mencionei anteriormente,
é fazer com que ações como feiras e missões
sejam partes integrantes de uma estratégia mais ampla,
isto é, que não venham a ser consideradas um
fim, mas um instrumento capaz de ajudar no alcance dos objetivos
e metas pactuados com os representantes do setor. Nesse sentido,
já foram definidas para o ano de 2001 a participação
na COVERINGS de 20 a 25 de maio de 2001, na cidade de New
Orleans, nos Estados Unidos, cuja participação
brasileira se insere no Programa da ABIROCHAS financiado pela
APEX; na Feira de Verona, em setembro de 2001, além
do I Salão internacional das Rochas Ornamentais do
Nordeste, a ser realizado em novembro de 2001, em Salvador,
com o nosso apoio.
JS -
Como o PROMO avalia a iniciativa do SIMAGRAN em realizar,
em Salvador, o I Salão Internacional das Rochas Ornamentais
do Nordeste em 2001?
MT -
De forma extremamente positiva, uma vez que acreditamos que
tudo o que puder reforçar a imagem da Bahia como referência
de rochas de qualidade deverá ser objeto do nosso apoio.
Colocar o Estado no cenário e roteiro dos eventos internacionais,
possibilitando não apenas a realização
de negócios e investimentos no setor, mas desenvolvendo
e sedimentando o know-how de realização de eventos
desta natureza, que tem inegavelmente um efeito multiplicador
na geração de geração de renda
e negócios em outros setores.
JS -
De que forma o PROMO poderá apoiar a realização
deste importante evento?
MT -
O PROMO, ao longo dos seus 30 anos de existência, acumulou
conhecimentos e expertise no que se refere à realização
de ações de promoção comercial,
tais como organização e participação
em feiras, missões, rodadas de negócios, além
de seminários, cursos, workshops etc.. Além
disso, dispõe de um portifólio de produtos de
informações e uma extensa rede de entidades
congêneres e contatos empresariais, estabelecida tanto
na esfera nacional quanto internacional. Portanto, acreditamos
que temos condições de agregar o nosso valor
e a experiência da nossa equipe técnica na concepção
e operacionalização do evento, conjuntamente
com os outros parceiros envolvidos na realização
do mesmo.
JS -
O setor de Rochas Ornamentais e de revestimentos estão
sendo priorizado nos trabalhos da Comissão de Comércio
Exterior da FIEB e do Programa Especial de Exportação
do Estado. Como membro atuante desses fóruns de decisão,
qual a sua avaliação dos esforços que
estão sendo realizados por estas entidades como o objetivo
de incrementar as exportações de segmento em
nosso estado?
MT -
Sem dúvida, estas iniciativas vêm sendo conduzidas
dentro do mesmo propósito de convergir todos os esforços,
recursos e competências para o objetivo comum de ampliar
a base exportadora da Bahia, com a inserção
das pequenas empresas na pauta das exportações
e aumentar o valor agregado dos produtos exportados, através
da densificação das cadeias produtivas, dos
investimentos e do aporte tecnológico, colocando a
Bahia em melhor posição no cenário nacional
no que se refere ao comércio exterior. Portanto, é
com extrema satisfação que vemos hoje na Bahia
uma matriz de interação de empresários,
líderes institucionais e técnicos do Governo,
na qual são levantados os problemas que dificultam
uma melhor atuação das empresas, debatidas as
soluções e estabelecidas as estratégias
de alcance das metas. Assim como acreditamos que somente através
das ações de caráter associativo as empresas
irão conquistar maior espaço e melhor desempenho
nas suas atividades, temos convicção de que
o mesmo deve acontecer com as esferas institucionais e de
Governo, pois somente assim conseguiremos vencer este desafio
de conquistarmos o lugar de efetivos "global payers",
como nos é permitido almejar na nossa condição
de sexta economia do país.
JS -
Com a efetivação desse trabalho, quais as contribuições
que o setor poderá dar para a melhora da balança
comercial baiana?
MT -
O setor já desempenha um papel de importância
na nossa pauta de exportações. Porém,
sem nenhuma dúvida a mudança que queremos e
que gradualmente já percebemos é a conquista
de uma participação mais significativa dos produtos
de maior valor agregado na nossa pauta, valorizando e consolidando
uma referência de origem e qualidade para os produtos
"Made in Bahia" e alcançando melhores resultados
na balança comercial. É sabido que aqueles países
que continuarem a focar as suas vendas em produtos básicos,
intermediários ou commodities estão fadados
à pobreza. Cabe-nos, portanto, envidar todos os esforços
no sentido de reverter esta situação e fazer
valer as vantagens comparativas e competitivas das quais dispomos,
especialmente no setor mineral, para que esta tendência
não se configure em um destino do qual não se
pode fugir ou contra o qual não se pode lutar. São
notórias as perdas que sofremos com as relações,
nem sempre saudáveis, de compra de matérias
primas, tais como blocos de granito, gemas não lapidadas
e outras, para que sejam beneficiadas em outros lugares e,
na maioria das vezes, vendidas para a Bahia por valores exponencialmente
aumentados. O que desejamos é que estes produtos possam
ser beneficiados, vendidos e exportados daqui e aí
então, uma mudança substancial será implementada
na nossa balança comercial.

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N O T Í C I A S ::
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Feira
de Verona
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A união de esforços
do Simagran e do governo estadual levou empresários
baianos
a exporem seus produtos na 35º Marmomac 2000.
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Ex-secretário
visita mineradoras
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Ex-secretário da Indústria,
Comércio
e Mineração, Benito Gama, foi ver
de perto como era o dia-a-dia em uma jazida de
rochas ornamentais.
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Cachoeiro
do Itapemirim
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Cerca de 200 expositores de
empresas privadas e públicas estiveram
na Feira Internacional do Mármore e Granito.
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